Psicanálise

Relacionamento entre vizinhos

quinta-feira, 8 setembro , 2016

É comum vermos discussões e inimizades entre vizinhos por causa dos filhos. Muitas vezes, as crianças voltam das brincadeiras no playground queixando-se dos colegas e os pais tendem a tomar as dores dos filhos sem escutar boa parte da história.

Ainda existem pais que procuram o responsável pela criança (a suposta agressora, implicante, malvada ou qualquer outro adjetivo atribuída por seu filho) e a guerra está anunciada… O que geralmente ocorre, no final, é que as crianças e os jovens voltam a se falar e os adultos ficam brigados. Convido todos a uma reflexão sobre as nossas atitudes e as dos nossos filhos quando problemas como estes acontecem e o que é possível fazer para que as relações sejam mais saudáveis.
 
Crianças que moram em condomínios usufruem maior convivência entre elas. Esta convivência proporciona momentos de muita alegria e diversão, mas também momentos de desentendimento. E é aí que os problemas começam!
 
relacionamento-vizinhos
 
A criança em casa, sozinha, pode ser doce, tranquila, educada… No grupo, contudo, vivenciará diversos sentimentos que poderão produzir reações diferentes daquelas esperadas pelos pais.
 
É difícil admitir, mas nossos filhos também erram! São seres humanos que se irritam, ficam com raiva, testam seus próprios limites e os dos outros. Crianças e adolescentes são seres em formação. Mesmo que os pais tenham “certeza” da educação que lhes oferecem, serão surpreendidos com atitudes que jamais imaginaram que eles teriam.
 
No entanto, o papel da família é orientar os filhos nestas situações. Escutar o que aconteceu, questioná-los sobre as atitudes tomadas e tentar compreender. Mas atenção: compreender não é “passar a mão na cabeça” e deixar para lá, muito menos banalizar achando que as “briguinhas infantis” são coisas de criança. Momentos como esses são ótimos para que os filhos aprendam a reconhecer seus sentimentos e avaliar suas atitudes. Momentos como esses podem ser até de dor, mas, certamente, também são de crescimento.
 
Se de fato o caso for mais grave, os outros pais podem ser chamados para que todos juntos busquem o melhor caminho.
 
Os responsáveis devem ficar atentos as suas atitudes. Lembre-se: os filhos aprendem muito mais apreciando as nossas ações! Pode acreditar, uma atitude vale mais do que mil palavras! Evite situações como as descritas abaixo:
 

Um vizinho que brigou com outro vizinho por causa do filho é capaz de, numa reunião de condomínio, rejeitar ou inviabilizar um projeto que traria benefícios a todos;
Um pai que se desentendeu com o síndico a respeito de uma obra na portaria do prédio, por exemplo, é capaz de impedir a amizade entre os respectivos filhos.

 
Quando somos incoerentes nas nossas atitudes com as pessoas que nos são próximas, não ajudamos nossos filhos a aprender a construir relações. É importante ensinar às crianças que as pessoas são diferentes e que estas diferenças precisam ser compreendidas. Assim fica mais fácil utilizar o conceito de respeito.
 
Só poderemos saber quem somos e o que queremos se pudermos nos deparar com as diferentes possibilidades que a vida nos apresenta.

 

 

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