Orientação Vocacional / Profissional

Por quê?

Facilitar os caminhos que levam os adolescentes a uma escolha profissional adequada.

A adolescência é uma fase de muitos questionamentos. A ideia de crescimento é vaga deixando um grande abismo entre o presente e o futuro.

A Orientação profissional deve ser entendida como o processo de escolha que depende de um entendimento do individuo, seus desejos, metas e até mesmo limitações.

A Orientação Profissional é um importante caminho para que o jovem, através do autoconhecimento e da organização de suas ideias e planos, possa fazer uma escolha consciente.

Como se faz uma Orientação Profissional?

O desenvolvimento do processo engloba dinâmicas, testes, dramatizações, questionários e pesquisas. Todas as técnicas utilizadas subsidiam o processo de Orientação Profissional, funcionando como desencadeadores de questões internas que podem e devem emergir , levando o jovem a responder as dúvidas tão comuns nesta fase da vida.

A Influência Familiar

A escolha profissional é um processo construído pela criança ao longo de sua vida na relação com a família e a sociedade. É na adolescência que o jovem irá decidir-se pela profissão o que não é tarefa fácil, pois a fim de fazer uma escolha acertada precisará livrar-se de uma série de fatores que dificultam este momento, entre eles a influência familiar.

Não é na adolescência de fato e sim durante todos os anos que a antecede, quando a criança vai construindo sua identidade na relação com seus pais ou substitutos é que irá organizar-se para a escolha.

O adolescente fará sua escolha profissional a partir das identificações e das experiências que a vida lhe permite realizar. Os pais têm um papel fundamental neste processo, pois são referencia e exerce natural e invariavelmente influência sobre o jovem desde a sua mais tenra infância.

O que a Família não deve fazer para que o adolescente escolha com autonomia:

1. Insistir para que os filhos sigam a mesma profissão de um dos pais, achando que desta forma o jovem terá mais facilidade para ingressar no mercado de trabalho.

2. Acreditar que os filhos precisam dar continuidade aos negócios da família e por isso precisam escolher uma profissão que tenha relação com eles.

3. Considerar que a melhor profissão é a que oferece a melhor remuneração.

4. Preocupar-se com o status que determinada profissão pode oferecer.

5. Ver nos filhos a possibilidade de resgatar algo que ficou perdido na sua própria história de vida esperando que os jovens dêem conta das suas frustrações.

É preciso Compreender...

A “ajuda” dos pais quando na tentativa de facilitar o caminho para o adolescente pode se transformar em pressão ou peso principalmente se ele acabe por fazer uma escolha para atender à demanda dos pais. A ajuda não deve passar pela indicação de uma profissão, mas sim por facilitar o caminho da descoberta dos seus desejo e aptidões.

É importante pensar que só é possível realizar-se profissionalmente e obter sucesso profissional se a escolha passa de fato pelo próprio sujeito que a escolheu. No entanto é comum escutar do adolescente o quanto é difícil tomar esta decisão sozinho. Neste sentido é preciso pensar no peso que é escolher, livre das influências, preconceitos e das diversas dúvidas que surgem neste momento.

Os pais antes pensar em qualquer possibilidade de oferecer ajuda precisa passar por um processo de ressignificação quanto a sua própria história de escolha profissional.

Não há problema algum quanto ao fato do jovem fazer uma escolha que passa por uma identificação, desde que ele esteja consciente dos motivos que o levaram a esta escolha.

Perguntas Reflexivas para os pais:

1-Como e por que escolhi a profissão que exerço? De fato pude escolher?

2-Estou realizado profissionalmente?

3-Se não tivesse escolhido esta profissão que outra seguiria?

4-Permito ao meu filho pequeno a fazer escolha simples?

5-Na medida em que meu filho cresce dou a ele certa autonomia coerente com as suas possibilidades?

6-Tenho preconceitos quanto algumas profissões e os explicito para o meu filho?

Os pais devem cuidar para que as suas expectativas ansiedades não invadam a criança.

Resumindo...

O fato é que diariamente crianças sofrem agressões veladas, implícitas e maquiadas pelos discursos dos pais quando insistem, mesmo que camufladamente, nas suas preferências quanto à roupa que elas devem vestir, o namorado que devem namorar e entre outras, a profissão que devem seguir.

Os pais também agridem os filhos quando os impedem de sonhar os seus próprios sonhos e seguirem os seus próprios desejos.

É importante que eles cresçam independentes o suficiente para fazerem as diversas escolhas que a vida exige e a escolha da profissão é uma delas.

Na verdade é preciso pensar que a melhor forma de ajudar é prepará-los para o mundo, orientá-los, mostrar os caminhos e caminhar junto, isto é, caminhar ao lado e não sobreposto confundindo os seus próprios passos com os deles... É poder ouvi-los, encaminhá-los dando os recursos necessários para que pesquisem e se informem a respeito das possíveis áreas de atuação evidenciadas pelo seu discurso.

É ainda deixá-los escutarem a si mesmo para que possam a partir de uma autoavaliação perceber os gostos e interesses que poderiam ser considerados no momento da escolha. Não se pode esquecer que ainda como filhos apresentam gostos, interesses e atitudes diferentes dos pais em determinados aspectos.

Não é incomum conhecermos profissionais frustrados, que não conseguem lugar no mercado ou são infelizes nas suas posições. Certamente a história destes profissionais passa pela impossibilidade de uma escolha acertada.

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