Educação

A ESCOLHA DA ESCOLA: dever de casa para toda a família

sexta-feira, 4 outubro , 2013

A escolha da escola é um momento importante para a família e, principalmente, para a criança que nela passará boa parte da sua vida. Não se pode esquecer de que a escola é o segundo grupo social no qual a criança estará inserida, devendo, portanto contribuir positivamente na sua formação.

É preciso ter cuidado quanto ao que se entende por uma boa escola. Antes mesmo de iniciar a pesquisa, os pais devem fazer uma análise sobre suas perspectivas e expectativas relacionadas à educação, para que a escolha da instituição seja coerente.

Um primeiro aspecto a ser considerado é o que a família espera da escola. Alguns pais buscam uma “fábrica de educar filhos” e depositam na escola a responsabilidade de oferecer à criança o que a família não consegue, como, por exemplo, dar limites, noções básicas de higiene e disciplina.

Não se pode imputar a escola à responsabilidade pela formação integral da criança, pois não faz parte da sua proposta ser substituta da família. É preciso tê-la como parceira e é sempre importante lembrar que parceiros caminham juntos e em sintonia, considerando, ainda, as diferenças relacionadas a cada uma destas instituições.

Desta forma, a escolha deve ser coerente com os valores e conceitos da família. Os pais devem ter a noção de que cabe à escola agregar valores, mas não pode ser a única nesta difícil tarefa.
escolha da escola

COMO PROCURAR UMA ESCOLA:

1. Referência: A partir do momento em que os pais definem o que esperam de uma escola para o seu filho, podem buscar referências com parentes e amigos.

2. Sites: Visitar os sites das escolas indicadas pode ser um segundo passo no processo de seleção. Neles pode-se ter uma ideia de como a escola está organizada e o que ela oferece.

3. Localização: É importante pensar que nem sempre a melhor escola é aquela próxima de casa. Esta não pode ser a condição prioritária da escolha, pois, ao se ganhar tempo, outros aspectos podem ser perdidos, entre eles a qualidade.

4. Espaço físico: Pode ser um risco achar que a melhor escola é a que oferece um melhor espaço físico, isto é, grandes parques, prédios novos, brinquedos de última geração e tecnologia. São excelentes atrativos, mas não definem a qualidade da escola e muito menos se ela está em consonância com os objetivos da família.

Pontos importantes a serem considerados na visita à escola:

5. Recepção: Deve-se observar a conduta dos profissionais que estão à frente da escola fazendo esse primeiro contato. Todos que trabalham na escola são educadores e precisam se comportar como tal, isto é, acolher os responsáveis e as crianças passando com precisão as informações pertinentes a este primeiro contato.

6. Entrevista: Não há como matricular a criança na escola sem antes conhecer os profissionais que serão parceiros nesta jornada dos pais e das crianças. Mesmo que a escola seja uma referência e tenha uma tradição na cidade, ela é representada por profissionais que nem sempre serão os mesmos ao longo dos anos. Portanto, é essencial marcar uma entrevista.

7. Espaço para o diálogo: Na entrevista, orientadores, coordenadores ou diretores costumam apresentar a escola. Falam de suas propostas, metodologias, instalações, formas de avaliação, horários, regras e normas, número de alunos por turma, projetos que acontecem ao longo do ano, festas… Talvez esta apresentação baste, mas pode ser que os pais queiram tirar outras dúvidas ou se informar sobre pontos que não foram explicitados pelo profissional. É importante que levem para a entrevista suas anotações e dúvidas, sejam elas quanto ao estabelecimento de ensino ou alguma questão específica sobre a educação da criança. Caso uma única entrevista não seja suficiente, devem marcar a segunda, a terceira ou quantas julgarem necessário… É papel dos profissionais que recebem as famílias para a entrevista escutar suas demandas e acolhê-las para que, juntos, família e escola possam validar, ou não, o ingresso da criança ou do jovem na instituição. A escolha da escola é uma decisão importante que deve ser tomada sem pressão e de forma consciente.

IMPORTANTE: Se a escola não tem como característica espaço para o diálogo com as famílias neste primeiro contato, não se pode esperar que vá fazê-lo ao longo do ano.

8. Visitas: Não se deve ter pressa para fazer a matrícula. É bom iniciar a pesquisa cedo, visitar duas, três ou mais escolas pré-selecionadas. Escutar atentamente o que cada uma delas diz e, se preciso, anotar o que for considerado importante. Desta forma, a família poderá avaliar qual escola atende melhor as suas expectativas.

9. Escola em funcionamento: O ideal é que a escola seja visitada quando está em funcionamento. Nas férias escolares perde-se a oportunidade de observar o andamento do trabalho e se ele está coerente com o que foi apresentado na entrevista. É fundamental observar a organização e a disciplina da escola, as salas de aula e o número de alunos por turma, os trabalhos expostos, além de outros pontos que forem considerados importantes. Vale desconfiar da escola que não permite a entrada dos pais nas dependências onde, de fato, a atividade está acontecendo.

10. Qualidade de ensino: É importante verificar se a escola tem um projeto político- pedagógico e identificar se ele acontece na prática. Os pais devem ter acesso a este material e verificar se têm afinidade com a visão filosófica e pedagógica apresentada no projeto. Este material poderá ser mais um recurso para, ao longo da permanência da criança na instituição, verificar se o trabalho está coerente com o que foi apresentado teoricamente.

11. Formação de professores: Informar-se, conhecer a formação dos professores e saber se a escola oferece, ao longo do ano, cursos que possam ampliar a visão de mundo e de educação destes profissionais.

12. Participação dos pais: Verificar se a escola tem projetos que incluam a família: reuniões periódicas, palestras, entrevistas.

 

A criança é a peça fundamental no processo de escolha. Portanto, algumas situações precisam ser observadas:

1. O interesse da escola que a criança a conheça antes de efetivar a matrícula. Também é preciso perceber se, para além do interesse em conhecer o desempenho da criança (muitas vezes medido por uma prova de ingresso), a escola quer conhecer a criança em si, isto é, quem é ela e o que lhe interessa. É importante perceber a preocupação do profissional da escola tanto em apresentar o estabelecimento quanto em se mostrar aberto a escutar as expectativas e os interesses da criança.

2. Na visita, a criança deve ser acompanhada por um pedagogo, professor ou psicólogo. A visita à escola é um momento de extrema importância, como já foi tratado anteriormente, não podendo ser apenas um movimento mecânico de mostrar o estabelecimento e passar informações técnicas e administrativas (que podem ser obtidas num manual). Neste momento, o que está em jogo é o conhecimento mútuo, o que se espera é que cada uma das partes possa falar das suas prioridades e dos seus objetivos.

3. Se o profissional é capaz de despertar o interesse e se estimula a curiosidade da criança utilizando uma linguagem apropriada à fase de desenvolvimento dela.

4. Se há espaço, ao longo da visita, para a criança falar, tirar suas dúvidas e talvez diminuir as suas ansiedades.

A criança precisa ser incluída no processo de escolha da escola. As impressões do futuro aluno após a visita à instituição devem ser escutadas e analisadas pelos pais. O interesse da criança será um instrumento importante na decisão de matriculá-la ou não.

 

 

 

Você também pode se interessar pelo artigo sobre o mesmo tema, no site Baby Cidade, para o qual prestei consultoria: http://www.babycidade.com.br/como-escolher-uma-boa-escola-para-a-crianca/

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